Volume 7 | Número 2
Maio a Agosto de 2010
Editorial
O objetivo prioritário dos editores da BBR – Brazilian Business Review é a busca da qualidade e para esse propósito é fundamental o papel dos revisores. Qualquer periódico depende, fundamentalmente, das avaliações de seus revisores como um componente crucial para o controle de qualidade do que é publicado. O bom senso revela que para um profissional desempenhar uma função bem, são necessários pelo menos dois requisitos: habilidade e motivação. Para termos bons revisores são indispensáveis pessoas com experiência e competência para desempenhar suas atividades. A habilidade para realizar revisões ganha-se com o tempo e na medida em que revisamos, e temos nossos artigos revisados.
Diante disso, um ponto crítico para boas revisões é a motivação dos revisores. Estes devem estar bem motivados, conscientes que existem recompensas para aqueles que se esforçam no desempenho do seu papel. Alternativas diversas existem para motivar os revisores, tais como incentivos monetários, ou reconhecimento na comunidade, manifestado pelo convite para fazer parte de Conselho Editorial, ou mesmo a prática de propiciar feedbacks aos revisores pelas suas avaliações, o que poderia ajudá-los a aumentar a sua competência no seu labor. As ideias, apesar de aparentemente boas, podem ser inviáveis diante das restrições orçamentárias dos periódicos e as limitações de tempo daqueles que estão envolvidos nessas atividades.
O segredo para a motivação pode ser em manter destacada a razão de por que a revisão de pares é fundamental e a responsabilidade que se está atribuindo para aqueles que são os revisores. Inegavelmente, a revisão de artigos é um peso, sendo uma atividade consumidora de tempo e onerosa, entretanto, quando conduzida adequadamente, ela representa um importante ato de desprendimento e fonte de satisfação. Como pesquisadores, devemos reconhecer que para o processo de produção científica ocorrer, aqueles que publicam e almejam continuar a publicar em periódicos acadêmicos, tem o dever de reciprocidade, servindo como revisores. Um revisor deve ter sempre em mente a regra de ouro: “Revise um manuscrito, tal como você gostaria que seu manuscrito fosse revisado”.
A revisão de pares de artigos é, apesar de imperfeita, fulcral para o processo de produção do conhecimento. Oportunidades para frustração podem surgir quando um ou mais dos participantes nesse processo não desempenham suas funções satisfatoriamente. Apesar dos problemas, todos podem aprender e beneficiar-se da revisão de pares. Por tudo isso, temos um débito de gratidão aos nossos bons revisores, e todos aqueles que se empenham na realização dessa atividade, tornando possível a manutenção e melhoria de padrões e do conhecimento em nossa área.
Nesta segunda edição de 2010 apresentamos mais seis artigos originais e interessantes a comunidade científica. O primeiro trabalho desta edição é da autoria de Jaime Prado, Jurandir Peinado e Alexandre Reis Graeml. Neste artigo, os autores dedicam-se com competência a avaliar a percepção de empresas de transportes de cargas rodoviárias da região metropolitana de Curitiba sobre a eficácia e os benefícios da utilização de um sistema de rastreamento de frota. Os resultados evidenciaram que o principal aspecto motivador da utilização de rastreadores continua, lamentavelmente, sendo a tentativa de reduzir a incidência de roubo de cargas, entretanto destaca-se, positivamente, também o uso da tecnologia para a melhoria da gestão da frota e o controle do fluxo logístico.
Na seqüência, o trabalho de Simone Sehnem, Fábio Lazzarotti e Rodrigo Bandeira-de-Mello, realizam uma meticulosa investigação de como e até que ponto Michael Porter continua atraindo o interesse dos pesquisadores no Brasil vis-à-vis outras possibilidades de explicar e prescrever a estratégia. O paradigma porteriano foi operacionalizado pelos seus elementos: grupos estratégicos, estratégias genéricas, modelo das cinco forças e cadeia de valor. Analisaram-se artigos do EnANPAD de 1998 a 2008 e do 3Es de 2003, 2005 e 2007. Os resultados apontam um declínio na utilização do paradigma porteriano como eixo principal das pesquisas em estratégia.
No terceiro artigo desta edição, André Luiz de Souza Guimarães e Valcemiro Nossa, em pesquisa relevante e com amostra inovadora, analisam a adequação do modelo normativo de administração do capital de giro, proposto por Fleuriet, Kehdy e Blanc (1978, 2003), e da tipologia de estruturas de financiamento de capital de giro (Braga, 1991; Marques e Braga, 1995) para operadoras de planos de saúde. Os resultados indicam que uma determinada estrutura – quando o ativo circulante financeiro excede o passivo circulante oneroso, e o ativo circulante cíclico excede o passivo circulante cíclico – está associada a níveis superiores de lucratividade, liquidez e solvência.
Tarsis Souza Silva e Janaina de Moura Engracia Giraldi são os autores do quarto trabalho nesta edição. Num artigo instigante e inovador, discute-se a influência da imagem que os consumidores possuem de uma loja de calçados, na satisfação desses consumidores. Por meio da análise fatorial, foram obtidos sete fatores de imagem da loja: sortimento, conveniência, reputação, preço, atmosfera, layout e atendimento. Os resultados reveladores para o varejo apontaram que o atendimento é a dimensão de imagem da loja que mais afeta a satisfação e que as dimensões atmosfera e layout não influenciam a satisfação.
O quinto artigo é de autoria de Ana Cristina de Faria e Marcio Antonio Gonçalves. O artigo busca verificar se a implantação de Serviços Compartilhados (SC) de Controladoria contribui para o processo de gestão da organização em nível global. Os resultados muito interessantes mostraram que SC buscam unir, em um mesmo local, processos de suporte das unidades de negócios da corporação, para que possam ser focalizados os aspectos estratégicos da empresa, com o intuito de eliminar funções e atividades duplicadas.
No último artigo desta edição, Salomão Alencar de Farias, num trabalho muito interessante, discute o que é exatamente o marketing interno (MI). Revisa-se a literatura que relaciona o MI a excelência no serviço ao mesmo tempo em que são apresentadas algumas proposições de pesquisa para o desenvolvimento do conhecimento nesta área do marketing.
Boa leitura a todos!
Antonio Lopo Martinez
Edições anteriores
Volume 7 | Número 1
Janeiro a Abril de 2010
Volume 6 | Número 3
Setembro a Dezembro de 2009
Volume 6 | Número 2
Maio a Agosto de 2009
Volume 6 | Número 1
Janeiro a Abril de 2009
Volume 5 | Número 3
Setembro a Dezembro de 2008
Volume 5 | Número 2
Maio a Agosto de 2008
2007 © Copyright BBR - Brazilian Business Review. Todos os direitos reservados.