ISSN 1807-734X   QUALIS A2
11 | 1
Janeiro Março 2014
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Prezados leitores e colaboradores da Brazilian Business Review,

 
Gostaria de começar o editorial do volume 11 número 1 apresentando ao nosso público, os números da nossa revista, referentes ao ano de 2013. Nesse último ano, foram submetidos 193 novos artigos e 70 resubmetidos. Dentre os artigos submetidos, 20% destes foram escritos em língua inglesa e 80% em língua portuguesa. O ano de 2013 não apresentou aumento no volume de artigos submetidos, mas apresentou uma melhora substancial em sua qualidade. Diferente de 2012, quando foram aceitos apenas 18 artigos, no ano de 2013 foram aceitos 35 artigos, o que nos dá uma taxa de rejeição de aproximadamente 82%.
 
Em relação à velocidade do processo de submissão, em 2013, o tempo médio de avaliação, na primeira rodada ficou em torno de 80 dias, com mediana de 77 dias. Nas rodadas subsequentes, o tempo médio de avaliação da revista ficou em 49 dias, com mediana de 31 dias. Com relação ao número de rodadas necessárias para aceitação de um artigo, o mínimo observado foram duas rodadas de avaliação, com o máximo de cinco rodadas.
 
Esses números traduzem o resultado do trabalho na BBR ao longo de 2012, quando nós, editores e avaliadores, trabalhamos para proporcionar aos nossos autores, pareceres de qualidade com bastante agilidade, elementos que julgamos essenciais para a continuidade do sucesso de nossa revista.
 
O ano de 2014 demarca uma nova fase revista, com mudanças no corpo editorial.  Os últimos dois anos foram marcados por muito trabalho e algumas conquistas. Por isso, eu gostaria de agradecer o empenho de todos que de alguma forma contribuíram para o progresso da revista, em especial aos avaliadores e editores associados.
 
Dentre algumas conquistas conseguimos acelerar bastante o processo de submissão da BBR, indexamos a revista em mais duas bases (SPELL e REPEC), fizemos a primeira BBR Conference e a primeira edição especial temática, lançada no final do ano passado. Para os próximos 2 anos o professor Emerson Wagner Mainardes assumirá o comando para novos desafios e tenho certeza que a revista continuará crescendo e alcançando seus objetivos.
 
Bruno Funchal
 
 
APRESENTAÇÃO
 
Assumi a missão de continuar o trabalho do professor Bruno Funchal, que, no decorrer dos últimos 2 anos, trabalhou arduamente com a missão de elevar cada vez mais a qualidade científica da BBR.
 
Continuando comprometido com a BBR, ele assumiu a coeditoria da revista. Entre os editores associados, Marcelo Sanches Pagliarussi (Universidade de São Paulo – campus Ribeirão Preto), Fabio Moraes da Costa (FUCAPE Business School) e Paulo Rogerio Faustino Matos (Universidade Federal do Ceará) assumiram outros compromissos e deixaram nossa equipe. Muito obrigado pela dedicação durante o período que colaboraram como editores associados.
 
Permanecem como editores associados os professores Bruno Fernandes (Universidade Positivo), Fernando Caio Galdi (FUCAPE Business School). E como novos editores associados, entram Cristiano Machado Costa (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), Daniel Reed Bergmann (Centro Universitário FECAP), Emilio Arruda Filho (Universidade da Amazônia) e Renê Coppe Pimentel (Copenhagen Business School). Agradeço desde já a disponibilidade de todos os editores, bem como do corpo de avaliadores que participa da BBR.
 
Esta renovação busca aprimorar continuamente os processos da BBR, mantendo e ampliando sua qualidade científica. Além de agilizar a avaliação dos trabalhos submetidos, buscamos melhorar o sistema da BBR, internacionalizar a revista e ampliar as indexações.  Queremos ter uma revista reconhecida internacionalmente como uma referência em negócios no Brasil. Complementarmente, pretendemos lançar o terceiro Special Issue e realizaremos em 2014 mais uma edição da BBR Conference.
 
Nesta edição, apresento 6 artigos que abrangem variados temas de negócios. O primeiro artigo, escrito por Ricardo Luiz Menezes da Silva, Paula Carolina Ciampaglia Nardi, Vinicius Aversari Martins e Milton Barossi-Filho, discute a adoção dos níveis de governança da BM&BOVESPA e a liquidez das ações das empresas que adotam tais níveis. Os autores identificaram a crise de 2008 como um importante influenciador na liquidez de empresas situadas nos níveis de governança 1 e novo mercado. Também observaram que empresas com ADRs possuem liquidez superior às empresas presentes nos níveis de governança anteriormente citados, independente do fator crise.
 
O segundo artigo foi desenvolvido por Lidiano de Jesus Santos, Marcelo Alvaro da Silva Macedo e Adriano Rodrigues e objetivou identificar os determinantes do nível de evidenciação, no que tange às informações recomendas pelo Pilar 3 do Acordo de Basiléia 2, para as 100 maiores instituições bancárias atuantes no Brasil em 2010. Os autores concluíram que tamanho da empresa, índice de Basiléia e tipo de capital podem explicar o nível de evidenciação das informações analisadas.
 
Em uma perspectiva que considera o valor financeiro do capital humano, Marta Corrêa Dalbem, Carlos de Lamare Bastian-Pinto e Alexandre Mattos de Andrade desenvolveram uma metodologia para avaliar as capacidades intelectuais de uma empresa de engenharia, método este que pode ser utilizado por outras empresas de serviços. O artigo também traz uma reflexão sobre a remuneração de pessoas-chave, tendo por base a capacidade do indivíduo em gerar valor para a empresa.
 
Na sequência, encontra-se o estudo de Márcio André Veras Machado e Márcia Reis Machado, que abordou as variações dos retornos das ações no mercado acionário Brasileiro a partir de do modelo de dois fatores. Utilizando portfólios e regressões múltiplas em série de tempo, os autores identificaram que o modelo dos dois fatores supera outros modelos existentes, apesar de apresentar limitações.
 
Na mesma linha do primeiro artigo, o quinto artigo, desenvolvido por Daniel Ferreira Caixe e Elizabeth Krauter, objetivou investigar se a adoção de boas práticas de governança corporativa influencia o valor de mercado das companhias brasileiras. Os resultados do estudo evidenciaram que as organizações que participam de um dos três segmentos de governança corporativa da BM&FBovespa são mais valorizadas pelo mercado, quando comparadas com as empresas listadas no segmento tradicional, impactando também no valor de mercado das firmas.
 
Por fim, o último artigo, produzido por Max Leandro Ferreira Tavares, Claudio Henrique da Silveira Barbedo, Gustavo Silva Araujo, investigou-se o componente de assimetria de informação embutido no spread de compra e venda ajuda a explicar a diferença de retornos entre carteiras compostas por ações de valor e de crescimento. O resultado obtido sugere que a assimetria pode ser uma variável explicativa da diferença entre os retornos das carteiras de valor e de crescimento.
 
Em resumo, eu e minha equipe desejamos uma leitura proveitosa dos artigos apresentados nesta edição. Boa leitura!
 
Emerson Mainardes
Editor-chefe da Brazilian Business Review
 
 
 
 
 

 

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