ISSN 1807-734X   QUALIS A2
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Maio Junho 2014
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 Caros Leitores,

 
Começo este editorial anunciando o lançamento da 2º BBR Conference em dezembro de 2014. Enviamos recentemente o convite para submissão de trabalhos. Reforço aqui o convite a pesquisadores nacionais e internacionais a submeterem seus trabalhos para nossa conferência. Assim como ocorreu na 1º edição, serão escolhidos os 12 melhores trabalhos para apresentação. Seis destes trabalhos comporão uma edição especial da BBR referente a nossa conferência, sendo este um número especial publicado em 2015.
Continuando as novidades, anuncio que a BBR mudou. Em virtude do grande número de submissões de ótimos trabalhos, decidimos mudar a quantidade de números anuais. Agora, a BBR será publicada em periodicidade bimestral e este já é o primeiro número neste formato. Assim, abrimos mais espaço para autores nacionais e internacionais publicarem os resultados de seus estudos, bem como oferecemos mais conteúdo para nossos leitores. Este é mais um sinal de crescimento da BBR de um modo sólido e sustentado. Agradeço a todos que contribuem para este crescimento.
Nesta edição, primeiro os leitores encontrarão o estudo de Joaquim Rubens Fontes Filho e Gladston Guimarães Naves, que teve por objetivo avaliar a contribuição do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) para a promoção da accountability horizontal na Administração Pública Federal. Os resultados obtidos pelos autores permitiram caracterizar uma percepção global de eficácia do SIAFI na promoção da accountability horizontal.
O segundo estudo desta edição é de autoria de Giovani Capalonga, Carlos Alberto Diehl e Francisco Antônio Mesquita Zanini. Os autores objetivaram propor uma ferramenta que permita a identificação das abordagens estratégicas das organizações. A partir de modelos estratégicos tradicionais, como posicionamento competitivo e visão baseada em recursos, entre outros, e após uma pesquisa junto a médias e grandes empresa do sul do Brasil, os autores concluíram que as empresas onde as escolhas estratégicas estão alinhadas aos tradicionais modelos estratégicos têm melhor desempenho. 
Em seguida, o estudo de Roberto Ellery Jr.  e Victor Gomes abordou política fiscal, choques de oferta e a expansão econômica de 2003-2007, com o objetivo de mostrar o impacto de impostos distorcivos sobre um período do ciclo econômico no Brasil, além de mostrar que uma explicação para o crescimento do produto abaixo do crescimento da produtividade seria o aumento dos impostos sobre os fatores produtivos, capital e trabalho. Para atingir estes dois objetivos, o autor realizou um interessante estudo da comparação da economia brasileira com os dados simulados do modelo neoclássico de crescimento econômico com impostos distorcivos. Os resultados indicaram que o modelo sem impostos prevê crescimento maior do que o observado entre 2003 e 2007.
O quarto estudo, de autoria de Ana Cristina Fachinelli e Alazne Mujika Alberdi, objetivou analisar o relacionamento entre a integridade estrutural dos processos de inteligência estratégica e as dimensões estratégicas de um grupo de empresas espanholas. A partir de um estudo junto aos gestores das empresas selecionadas, os autores identificaram que quanto mais sólida e organizada seja a estrutura do processo de inteligência estratégica, melhor o potencial competitivo da organização.
O estudo seguinte, de autoria de Nathália de Melo Santos, Marcelo Bronzo, Marcos Paulo Valadares de Oliveira e Paulo Tarso Vilela de Resende, abordou cultura organizacional, estrutura organizacional e gestão de pessoas como bases para uma gestão orientada por processos. O objetivo do estudo era descrever as relações entre estas três variáveis e o desempenho organizacional. Os resultados apontaram para a existência de associações positivas e significativas entre as variáveis, exceto a relação entre estrutura organizacional e desempenho organizacional.
Por fim, o último estudo, desenvolvido por Claudia Almeida Colaferro e Edson Crescitelli, investigou as novas informações que podem ser obtidas por meio do neuromarketing e se as elas ajudam no esclarecimento do conhecimento sobre os consumidores. Tendo realizado um estudo em profundidade com especialistas nacionais e internacionais, os autores concluíram que o neuromarketing, ou a aplicação da neurociência na área de marketing, pode oferecer ganhos no entendimento das reações dos consumidores.
Enfim, temos uma edição bastante diversificada, com estudos que demonstram o amplo espectro da área acadêmica de negócios. Boa leitura!
Emerson Mainardes
Editor Chefe         
BBR – Brazilian Business Review
 
 
 

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