ISSN 1807-734X
volume 8 | número 4
Outubro a Dezembro de 2011
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editorial

Mais uma vez se aproxima o final do ano e com ele a nossa última edição de 2011. Neste último número apresentamos seis artigos a comunidade científica. O primeiro trabalho desta edição é da autoria de Eliane Cristine Francisco Maffezzolli, Paulo Henrique Muler Prado, Wesley Vieira da Silva e Renato Zancan Marchetti. Neste artigo, os autores dedicam-se a um tema provocativo e instigante: compreender as possíveis relações entre antecedentes e conseqüências da qualidade do relacionamento, lealdade e um indicador de resultado financeiro, sobre a pré-disposição de troca entre operadoras de telefonia celular. Os achados apontaram algumas particularidades do mercado brasileiro, onde a oferta é percebida de forma homogênea pelos consumidores, fato que estimula a alta taxa de troca.

Na seqüência o trabalho de Sandro Luís Diesel Cortezia  e Yeda Swirski de Souza. O autores analisam o processo de internacionalização de pequenas empresas (MPEs) brasileiras da indústria de software,  adotando como base teórica modelo que sintetiza as perspectivas da aprendizagem experiencial, do planejamento sistemático e da abordagem contingencial na internacionalização de empresas. Os resultados indicaram que a internacionalização de MPEs não é conseqüência de um planejamento e, sim, fundamentalmente de oportunidades percebidas pelos empresários em seus relacionamentos.  A falta de conhecimento sobre o mercado externo é o principal obstáculo para a internacionalização das empresas de software investigadas.
 
No terceiro artigo desta edição, Marcos Antonio Ferruzzi,  Mário Sacomano Neto, Eduardo Eugênio Spers e Mateus Canniatti Ponchio, explorando tema muito interessante, identificam as razões pelas quais as empresas optam pela terceirização das atividades ao invés de as realizarem de forma internalizada. A pesquisa mostra que a opção pela terceirização é resultado de uma combinação de fatores, principalmente entre o serviço a ser terceirizado e o segmento de atuação do contratante. A especialização dos serviços, a redução e controle dos custos operacionais foram as razões mais apontadas pelas empresas na opção pela terceirização.
 
O quarto artigo é de autoria de Luiz Eduardo Carvalho Terra de Faria, Walter Lee Ness Jr., Marcelo Cabus Klotzle e Antonio Carlos Figueiredo Pinto, neste trabalho os autores investigam com rigor a influência das variáveis beta, valor de mercado, índice preço/lucro e índice valor contábil/valor de mercado no comportamento no mercado brasileiro, confrontando o resultado com outras pesquisas realizadas no Brasil. Os resultados apontaram significância para as variáveis índice Preço/Lucro e valor de mercado. Porém, a variável valor contábil/valor de mercado foi a que apresentou maior estabilidade sendo significante em todos os modelos propostos.
 
Luiz da Penha Souza da Silva e Marcos Roberto Gois Oliveira são os autores do quinto trabalho neste número. Num artigo bem elaborado, explora-se, sob a ótica da teoria de portfólio, os efeitos da diversificação dos ativos para os fundos de pensão brasileiros em função de quatro cenários factíveis para taxas de juros reais no Brasil, bem como, identificar as implicações para uma alocação mais eficiente. Infere-se que a diversificação além dos limites permitidos pela legislação melhora a eficiência da alocação (reduzindo o risco), sendo tal comportamento acentuado com a inclusão de investimentos no exterior. Concluem, com evidências técnicas, que os fundos de pensão brasileiros podem melhorar ainda mais a eficiência na alocação dos recursos incluindo investimentos no exterior.
 
No último artigo desta edição, os competentes autores,  Daniel Reed Bergmann, José Roberto Ferreira Savoia, Wesley Mendes-da-Silva, Mauri Aparecido de Oliveira e Wilson Toshiro Nakamura, num trabalho muito bem estruturado, utilizam a teoria de cópulas para analisar os co-movimentos entre os mercados de capitais do Brasil e dos EUA. Os  autores demonstram que a cópula de Joe-Clayton simetrizada é a mais adequada para modelar a estrutura de dependência entre os log-retornos do IBOVESPA e os do S&P500. Acrescente-se, por pertinente, que através dos índices de dependência caudal ao longo do tempo, pode-se concluir que a ocorrência de eventos extremos negativos (crashes) no mercado norte-americano tende a afetar mais o mercado brasileiro quando da comparação da ocorrência dos eventos extremos positivos (booms).
 
Vou encerrar este número com poucas palavras. Hoje sei que quando eu era apenas um leitor e autor da BBR, estava alegremente inconsciente do número de pessoas e a quantidade de tempo necessário para produzir cada edição. Nos últimos três anos eu ganhei um elevado apreço por isso e pela forma abnegada em que um grande número de pessoas dedicam seu tempo para a BBR. Correndo o risco de deixar de fora alguns indivíduos nos bastidores, eu quero usar essa nota final para agradecer a toda uma série de pessoas sem as quais a BBR não seria possível.
 
A BBR é produto principalmente dos esforços da equipe da FUCAPE Business School. Embora haja um grande grupo que apóia a publicação da BBR, aqueles com os quais tive contato primário neste ano foram  com Lorene Prates e Sheila Mendes, eficientes no apoio administrativo. O processo editorial foi compartilhado intensamente este ano com os editores associados e durante esse período tive o prazer de trabalhar com um grupo de excepcional competência: Bruno Funchal, Fabio Moraes da Costa, Fernando Caio Galdi, Graziela Fortunato e Marcelo Sanches Pagliarussi. A cada um deles eu ofereço os meus sinceros agradecimentos.
 
Finalmente, o periódico não existiria sem os seus autores, revisores e leitores. Agradeço-vos pelo apoio passado e incentivo-os a continuar envolvido com a BBR, uma vez que alimentamos sonhos promissores de realizações e crescimento futuro.
 
Desejo-lhes uma boa leitura e um excelente final de ano.

Antonio Lopo Martinez

Editor-Chefe

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