ISSN 1807-734X
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Janeiro Março 2012
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Com muita alegria e renovados de motivação, iniciamos o ano 2012. Preliminarmente, cabe registrar o sucesso da primeira edição da BBR Conference, evento promovido em Dezembro/2011 com apoio da Fucape Business School, coordenado magnificamente pelo Prof. Dr. Bruno Funchal, que contou com palestrantes internacionais e a apresentação de trabalhos de rigor e qualidade inegável. Temos certeza que a BBR inicia o seu processo de internacionalização em bases sólidas.

Cabe ainda neste primeiro número, reconhecer que um ponto critico para boas revisões é a motivação dos revisores. Inegavelmente, a revisão de artigos é uma atividade consumidora de tempo e onerosa, entretanto, quando conduzida adequadamente, ela representa um importante ato de desprendimento e fonte de satisfação. Por tudo isso temos um débito de gratidão aos nossos bons revisores, e todos aqueles que se empenham na realização dessa atividade.

Na busca do estímulo à contínua melhoria do trabalho de revisão na BBR, estamos reconhecendo publicamente os melhores revisores de 2011. Os vencedores, além do recebimento de certificados, receberam tratamento especial (Fast Track) na submissão dos seus artigos à BBR e terão os seus nomes citados publicamente no site da BBR. Na avaliação realizada pelo corpo de editores, os critérios da seleção levaram em conta aspectos como: i) cumprimento de prazos; ii) qualidade e completude da revisão e iii) construtividade. Os revisores premiados no ano de 2011 foram:

Edson Daniel Lopes Gonçalves

Rodrigo De Losso da Silveira Bueno.

Sergio Bastos

Parabéns aos revisores premiados e nossos agradecimentos a todos aqueles que desempenharam com excelência o trabalho de revisão.

Nesta primeira edição de 2012 apresentamos seis artigos a comunidade científica. O primeiro trabalho desta edição é da autoria de Edilson Paulo, Paulo Roberto Nóbrega Cavalcante e Iana Izadora Souza Lapa de Melo. Neste artigo, os autores dedicam-se a um tema provocativo: a qualidade das informações contábeis na oferta pública de ações e debêntures pelas companhias abertas brasileiras. Os resultados evidenciam que a oferta pública não afeta significativamente os números contábeis, sugerindo assim que a qualidade das informações contábeis não é influenciada pela emissão de ações e debêntures.

Na sequência o trabalho de Darlan José Roman, Janaina Piana, Marie-Anne Sival Pereira e Leal Lozzano, Nelson Ruben de Mello Balverde e Rolf Hermann Erdmann analisam na produção bibliográfica da área de administração de empresas quais são os elementos considerados como capazes de prover melhores condições de desempenho no âmbito empresarial. A partir do estudo identificaram-se 15 fatores de competitividade organizacional, a seguir enunciados: Alianças Estratégicas, Capital Humano, Confiabilidade, Conhecimento, Custo, Fatores Culturais, Flexibilidade, Inovação, Qualidade, Rapidez, Relacionamento com Clientes, Responsabilidade Social, Sistemas de Controle, Técnicas de Produção, Tecnologias de Informação e Comunicação.

No terceiro artigo desta edição, Denise Castilhos de Araujo, Elida Sandra Soares Simanski e Daniela Muller de Quevedo, explorando tema muito interessante, estudam a percepção dos funcionários no que diz respeito à comunicação interna das empresas. Conforme a pesquisa, a comunicação é determinada por fatores emocionais, psicológicos, situacionais e, também, pela percepção pessoal, elementos fulcrais a ser considerados no processo comunicacional.

Jose Roberto Kassai, Rafael Feltran-Barbieri, Luiz Nelson Carvalho, Alexandre Foschine, Yara Consuelo Cintra e Luís Eduardo Afonso são os autores do quarto trabalho nesta edição. Num artigo instigante e com problemática atual, elabora-se o balanço patrimonial de países com base nos cenários de mudanças climáticas e aquecimento global apontados pelo Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU). Os resultados da pesquisa advertem-nos que os países desenvolvidos estão consumindo recursos de outras nações e de gerações futuras e, apesar de Brasil e Rússia apresentarem superávits ambientais. O balanço consolidado do planeta no cenário de 2050 aponta para uma situação deficitária ou falimentar, com “passivo a descoberto” ou patrimônio líquido negativo equivalente a US$ 2,3 mil anuais para cada um dos atuais 6,6 bilhões de habitantes (2008) e um passivo ambiental equivalente a um quarto do PIB Mundial.

O quinto artigo é da autoria de Rodrigo de Carvalho Leite, César Augustus Winck e Valdecir José Zonin, os autores demonstram com competência a influência do estrangeirismo no processo de construção de marcas em empresas no setor de agronegócios. Verificou-se que a utilização do estrangeirismo, em grande parte, se deve pela internacionalização das empresas no setor do agronegócio. Notou-se a importância de ajustar os diversos significados, crenças, atitudes, motivações, valores e percepções do consumidor com a construção da marca a partir da influência de estrangeirismos com o objetivo de reduzir resultados ineficazes e conseqüências negativas para as organizações.. 

No último artigo desta edição, Fábio Frezatti, Emanuel Junqueira, Diógenes de Souza Bido, Arthur Roberto do Nascimento e Tânia Regina Sordi Relvas, num trabalho relevante e muito bem estruturado, analisam o perfil de desenvolvimento das empresas brasileiras no que se refere aos atributos da contabilidade gerencial..  O estudo foi desenvolvido como parte de um projeto-eixo, através de uma survey estruturada a partir de uma amostra composta por 125 empresas brasileiras. Os resultados indicam que os atributos se relacionam de maneira diferenciada, dependendo do perfil do escopo da organização, influenciando a existência de alguns artefatos da contabilidade gerencial o que deveria ser levado em conta na definição e/ou atualização do sistema de informações gerenciais.

Na expectativa de que esta edição seja do agrado de todos, desejo-lhes uma boa leitura!


Antonio Lopo Martinez

Editor-Chefe

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