Volume 6 | Número 1
Janeiro a Abril de 2009
Editorial
Com muita satisfação e consciente do grande desafio, sinto-me honrado em substituir o Prof.Dr. Alexsandro Broedel Lopes na função de editor chefe da BBR - Brazilian Business Review. Nos primeiros cinco anos de sua existência, sob primorosa gestão editorial, a BBR dedicou-se a construção e atualização do conhecimento em administração e áreas afins, mediante a publicação de artigos teórico-empíricos, ensaios teóricos e outros trabalhos de reconhecida qualidade científica.
Estatísticas de acesso indicam que a revista está consolidada como periódico de disseminação de conhecimento em sua área de atuação. No ano de 2008 foram realizados 46.967 downloads de seus artigos. Tivemos 59.272 acessos de leitores, numa média de 4.939 acessos mensais. Esses números falam por si e demonstram o serviço prestado pela BBR na democratização do acesso ao conhecimento.
É inegável que o sucesso de um periódico científico envolve, principalmente, o trabalho voluntário de um grupo de pessoas qualificadas constituídas por seus avaliadores e assistentes, mas certamente a responsabilidade dos editores não é menos relevante. Cabe ao editor a direção do processo de publicação e a manutenção da qualidade científica. Adicione-se a isso, a preocupação pela avaliação confidencial, objetiva e sem preconceito dos manuscritos no menor período de tempo possível.
Na prática, na gestão editorial algumas questões são fulcrais: Como garantir o sigilo e impessoalidade na tramitação de papers, numa comunidade científica compacta como a de administração e áreas afins no Brasil? Como assegurar que os avaliadores produzam pareceres cuidadosos e pontuais? E finalmente como zelar por uma tramitação rápida dos manuscritos e que os mesmos sejam publicados antes que os dados fiquem desatualizados?
Inegavelmente, os desafios não são poucos, mas acredito que a complexidade da tarefa editorial somente motiva os esforços daqueles que estão empenhados nessa responsabilidade. Nesse sentido o meu propósito firme é colaborar para institucionalização da BBR, garantido a esta um perfil de perenidade, buscando sempre atender as necessidades de seus leitores.
Nesta primeira edição de 2009 apresentamos seis artigos a comunidade científica. O primeiro trabalho desta edição é da autoria de Gustavo Rezende de Oliveira e Otavio Ribeiro de Medeiros. Neste artigo, os autores dedicam-se a um tema provocativo: a existência de efeitos lead-lag entre os mercados acionários norte-americano e brasileiro. Os resultados apontaram a existência de co-integração bem como de causalidade (Granger) bidirecional. Foi constatado que o índice Ibovespa é, em grande parte, explicado pelo movimento do Índice Dow Jones em minutos anteriores. Entretanto, em decorrência dos custos de transação, os resultados mostraram que a arbitragem não é economicamente viável.
Na seqüência o trabalho de Paulo Rogério Faustino Matos e José Alan Teixeira da Rocha analisam a capacidade de apreçamento e previsão de retorno, para os principais fundos de investimento em ações no mercado brasileiro, utilizando o Capital Asset Pricing Model (CAPM) e as modelagens de fatores a la Fama e French (1993) e Carhart (1997). Os resultados evidenciam uma melhor performance de apreçamento do CAPM vis-à-vis os demais modelos usados para os fundos de investimento que possuem desempenho similar ao Índice de BOVESPA.
No terceiro artigo desta edição, Henrique Formigoni, Maria Thereza Pompa Antunes e Edilson Paulo, explorando tema muito interessante, estudam os efeitos da tributação nas demonstrações contábeis societárias, procurando conhecer a composição da diferença entre os resultados contábeis e o resultado tributável (book-tax differences - BTD) nas companhias abertas brasileiras. Procura-se identificar a explicação para essa diferença, seja por meio do gerenciamento de resultado contábil (EM) e/ou do gerenciamento de tributos (TM).
O quarto artigo é de autoria de Ricardo D. Brito, Julio Cesar Guilherme da Silva e Mônica Ramos Lima, Igualmente vinculado as aspectos de tributação, os autores demonstram com competência o aumento na distribuição de proventos em dinheiro pelas companhias brasileiras, explicando esse fenômeno pelo fato da estrutura tributária brasileira favorecer a remuneração direta. Analisando separadamente dividendos e juros sobre o capital próprio, observam que este último tornou-se o principal mecanismo de distribuição direta.
Jose Dutra de Oliveira Neto, Victor de Oliveira e Cláudio de Souza Miranda são os autores do quinto trabalho nesta edição. Num artigo de grande relevância para educadores, avalia-se a existência de variações significativas nos estilos cognitivos em função do perfil acadêmico dos alunos de um curso de ciências contábeis. O instrumento utilizado para identificar os estilos cognitivos, especificamente os processos perceptivos dependência e independência de campo, foi o Group Embedded Figures (GEFT). Segundo evidenciado pelos autores, a partir do reconhecimento das diferenças cognitivas, é possível programar estratégias de ensino e aprendizagem na busca de maior efetividade e qualidade no processo de ensino-aprendizagem.
No último artigo desta edição, Grace Vieira Becker, Bruno Henrique Rocha Fernandes, Marcelo Gattermann Perin e Cláudio Hoffmann Sampaio, num trabalho instigante, procuram identificar a influência de programas de formação gerencial no desempenho empresarial. O estudo foi realizado por meio da aplicação do método de estudo de casos, de natureza exploratória, sendo entrevistados trinta profissionais dessas empresas. As conclusões apresentam um panorama acerca das principais mudanças individuais, grupais e organizacionais decorrentes da relação entre formação gerencial e desempenho empresarial.
Na expectativa de que esta edição seja do agrado de todos, desejo-lhes uma boa leitura!
Antonio Lopo Martinez
Editor-chefe
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Volume 5 | Número 3
Setembro a Dezembro de 2008
Volume 5 | Número 2
Maio a Agosto de 2008
Volume 5 | Número 1
Janeiro a Abril de 2008
Volume 4 | Número 3
Setembro a Dezembro de 2007
Volume 4 | Número 2
Maio a Agosto de 2007
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